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Danilo Anello —  romances históricos, ensaios e contos 

Você só chegou até aqui porque algo no mundo lhe parece errado. E talvez você esteja certo. Caso contrário, teria passado adiante. Estes livros existem para leitores assim. 

Não para oferecer respostas fáceis — mas para tornar mais visíveis:

​

  • os sinais de decadência;

  • o peso das escolhas;

  • e o momento exato em que uma época começa a ruir.

​

Neste espaço ainda se acredita que literatura pode servir para mais do que distração rápida.

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Advogado e escritor. Radicado na Baixada Santista. 50 anos. 

Livros escritos em português continental moderno, por coerência editorial e publicação também em Portugal. A leitura permanece fluida e natural para leitores brasileiros.

Publicações em antologias e Destaques Editoriais

Mitologias Não Catalogadas (Editora Penumbra, 2026).
Conto: Nada foi Ouvido


Inverno de Ossos (Editora Penumbra, 2026).
Conto: A Chave Inglesa


Primitivo (Editora Chacal, 2026).
Conto: O Vale da Desolação


Maré Vermelha (Editora Chacal, 2026).
Conto: As Mulheres da Laje


Necrópole (Editora Carnage, 2026).
Conto: Apenas Voltou a ser Segredo


Contágio (Editora Carnage, 2026).
Conto: A Bica de Barra do Pardo


Vingança Verde (Editora Independentes, 2026).
Conto: A Terceira Dobra


Alerta Final (Editora Carnage, 2026).
Conto: Enquanto Houver Luz


Assassinos (Grupo Qubits, Autor Quântico, 2026).
Conto: Cinco Minutos


Assassinas - Além do Crime (Editora Cemitério das Letras, 2026).
Conto: A Cadeira Vazia


Criança Vampiro (Editora Penumbra, 2026).
Conto: A Menina de Todos Eles


A Coisa no Sótão (Editora Penumbra, 2026).
Conto: Tudo em Ordem


Múmia (Editora Orlok, 2026).
Conto: O Nome Apagado


Réquiem, Preces para os Mortos (Editora Carnage, 2026).
Conto: O Príncipe Ressuscitado

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Criança Vampiro (Editora Carnage, 2026)

Conto: A Menina de Todos Eles

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Depois da Meia-Noite (Editora Necrópole, 2026)

Conto: Quarto 27

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Caçada Noturna (Editora Carnage, 2026)

Conto: O Coronel de Highgate

Sierra Verde — Um romance no auge da Guerra Fria

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“Montoya e Ramiro eram os únicos habitantes da ala residencial do Palácio Presidencial — uma ala ampla, mas silenciosa, atravessada por um sossego doméstico que já fazia parte da mobília.

Ali, entre um gole de conhaque e um olhar silencioso, os dois homens entendiam-se como quem já dispensou as palavras.

— Os comunistas oferecem ao povo três coisas: pão, terra e liberdade.
— Confere, até aí.
— Sugiro que tome para si uma das pernas do tripé — e o derrube.

Um homem que é dono da própria terra, ainda que pequena, não ouve o canto da Sereia Vermelha.”

A Guerra Fria costuma ser lida como erro. Na época, não era assim. Cada decisão podia custar tudo. A teoria do dominó não parecia absurda — sobretudo na América do Sul, onde a pressão, a incerteza e a sensação de que qualquer hesitação poderia abrir caminho para algo irreversível estavam sempre presentes.

Ramiro, Rafaela e Montoya atravessam esse momento não como observadores, mas como parte dele — e não saem intactos.

O Cerco de Guadarril — Um Romance na Reconquista

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A entrada de Meneses em Toledo foi como entrar num sonho de ferro.

Estandartes cobriam as muralhas, tendas estendiam-se como uma cidade dentro da cidade, ferreiros trabalhavam noite fora e padres davam bênçãos sem descanso. Portugueses, galegos, castelhanos, gascões, aragoneses e franceses misturavam as suas línguas como se, por alguns dias, pertencessem à mesma hoste.

Rubio sentiu o peso daquele instante.

Ele, que perdera tudo, caminhava agora entre milhares. Os seus eram poucas gotas num rio imenso, mas estavam ali.

À noite, as fogueiras acenderam Toledo como um coração vivo. A cidade respirava quente, imensa, quase sagrada.

A Reconquista costuma ser lembrada pelas batalhas — e, muitas vezes, como erro ou excesso. Como se, do começo ao fim, não tivesse sido mais do que violência. Na época, não era assim. Era reação. Rubio e Inés atravessam esse momento. Não como símbolos, mas como parte dele. E não saem intactos. Nada disto é épico no sentido comum. Mas é onde tudo começa.

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O Império Tranquilo — Uma Ucronia Portuguesa

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"O sol nascia sobre Luanda com a calma exata das cidades governadas.
 O Peugeot 404 branco aguardava diante da Repartição de Minas e Fomento, motor ligado, pintura ainda úmida do orvalho, e o brasão da União, colado no para-brisa, conferia-lhe o ar discreto e oficial das missões de Estado.

Miguel de Serpa entrou no banco traseiro.
 Domingos Matola sentou-se à frente, ao lado do motorista — um alferes reformado, mulato claro, disciplinado e silencioso.
 O relógio marcava sete horas quando o carro deixou a cidade.

As ruas ainda estavam frescas, varridas antes do amanhecer.
 Crianças de uniforme branco seguiam para a escola, carteiras de lona ao ombro. Mulheres lavavam roupa nos tanques públicos — obras novas, azulejadas, com torneiras cintilantes — e riam alto enquanto o caminhão do saneamento passava recolhendo os resíduos.
 Nos postes, os cartazes diziam:
 Água limpa é progresso — e progresso é fé".

A ordem costuma ser vista como inimiga. Raramente como aquilo que é: um sistema. E todo sistema depende de quem o sustenta.

Miguel de Serpa e Domingos Matola partem de lugares diferentes. Um deles vê antes do tempo: a mentira conserva a Ordem; a verdade apenas a ilumina enquanto desaba.

Resta decidir o que se sustenta.

Ninguém sai intacto.
O Império exige silêncio. E competência.

“— A mentira conserva a Ordem; a verdade, às vezes, apenas a ilumina enquanto desaba.”

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7 avaliações 5 estrelas

Manual do Jovem Livre: como resistir à doutrinação e sobreviver inteiro num mundo em colapso

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O mal nem sempre chega com a aparência do horror.

Muitas vezes, veste paletó, usa crachá, fala com educação e carimba sem pensar.

Pode gritar, mas também pode cochichar. Pode agir pela violência aberta, mas também por meio de protocolos, formulários, mensagens automáticas e omissões cuidadosamente justificadas.

Foi uma forma semelhante de mal que Hannah Arendt procurou compreender ao acompanhar o julgamento de Adolf Eichmann. No banco dos réus não estava um homem enfurecido, mas um alto funcionário nazista que falava em deveres, procedimentos e ordens recebidas.

O crime tornara-se rotina.

Era o mal praticado por quem dizia apenas obedecer. Por quem conhecia a própria função, mas já não perguntava se aquilo que fazia poderia ser moralmente aceito.

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Às vezes, um simples “não posso participar disso” contém mais coragem do que um discurso inteiro. Nem toda escolha moral precisa ser anunciada.

Livro das Verdades Incômodas: as verdades que ninguém quer ouvir, mas que  decidem o seu destino

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O crime prospera quando a recompensa é alta, a chance de punição é pequena e o tempo entre o ato e a consequência é longo demais.

O infrator não precisa estudar filosofia do direito para perceber isso. Ele observa o ambiente. Vê quais crimes são investigados, quais processos se arrastam, quais condenações são anuladas e quantos culpados continuam vivendo como se nada tivesse acontecido.

Quando o risco é baixo, o crime deixa de parecer loucura e começa a parecer cálculo.

Esse cálculo não é igual em todos os casos. O jovem que furta, o funcionário que desvia, o traficante que controla um território e o empresário que corrompe agentes públicos não agem da mesma forma nem produzem o mesmo dano. Mas todos aprendem com a mesma lição: uma lei que raramente chega ao fim deixa de intimidar.

A impunidade dos grandes crimes é especialmente destrutiva. Quando alguém rouba milhões, mantém patrimônio, influência e prestígio, a mensagem transmitida não é apenas jurídica. É moral.

Quando o crime oferece recompensa e a justiça oferece demora, a sociedade ensina a lição errada.  E toda lição repetida acaba formando discípulos.

Guia de leitura — escolha por eixo

Se procura amor, poder e crise histórica — Sierra Verde.
Se procura guerra, honra e ascensão — O Cerco de Guadarril.
Se procura poder, intriga e conflito moral — O Império Tranquilo.
Se procura formação e disciplina — Manual do Jovem Livre.
Se procura crítica e confronto — O Livro das Verdades Incômodas.

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Obras Selecionadas

Ficção histórica para quem ainda espera forma, consequência e permanência. Narrativas onde o poder, o dever e a escolha definem o que resta quando tudo o resto cede.

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Sierra Verde

Um país à beira da ruptura. Um homem entre o dever e o incontrolável. Uma mulher entre a fé e o mundo. Nada se resolve sem custo, e nem tudo pode ser salvo.

O Cerco de Guadarril

Um vale perdido e uma casa destruída. A guerra não começa no campo; começa no que foi deixado para trás. Onde o vale se abre, a permanência é testada.

O Império Tranquilo

Um império que acreditou ser eterno. A mentira conserva a Ordem; a verdade, às vezes, apenas a ilumina enquanto desaba. Um sistema perfeito para impedir o destino.

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